Lista de Dunga

Fiel a sua metodologia

                No intuito de comemorar os 50 anos da primeira conquista mundial da CBF, extinta CBD na época, o treinador da seleção fez ontem sua segunda convocação mista, ou seja, com jogadores da seleção principal e olímpica. A seleção disputara uma partida em Londres, no próximo 26, contra seu rival de meio século atrás, a Suécia, que na época sofreu o achaque por 5x2, com goals de Pelé (2), Didi (2) e Zagallo.

                A coerência de Dunga permanece. Ele convocou jogadores que já figuravam em outras chamadas, dando, também, oportunidade para os que vêm bem e se destacam nos clubes. Caso este da estréia do goleiro Diego Alves, ex-Atlético-MG, que agora atua no Almeria da Espanha. Time pelo qual ficou 678 minutos sem tomar goals e bateu o recorde pertencente ao Goleiro Vitor Casillas do Real Madrid.

               Como os amistosos internacionais acontecem em série, houve convocações de outros escretes também, tendo a dupla Gre-Nal quatro escolhidos. Léo foi o único chamado para o selecionado nacional, na parte que cabe aos olímpicos. O Grêmio teve também mais as convocações de Hidalgo para a peruana e Peréa para a colombiana. Bustos, do Internacional, fará companhia a Peréa naquela seleção também. Renan foi um nome que faltou na lista de Dunga, mas com certeza o goleiro colorado será chamado para as disputas em Pequim.

               Ronaldinho também ficou de fora, segundo Dunga ele tem que ter mais ritmo de jogo e melhor a forma física. O que não deixa de ser verdade. O técnico também não esconde que tem planos para o craque em futuras convocações.

                Com o grupo de atletas sub-23 que Dunga vem trabalhando, contando com o acréscimo dos três jogadores de idade livre permitidos, dificilmente o Brasil deixará de colocar seu primeiro ouro futebolístico no peito. †

 

 Confira a lista dos convocados:

Goleiros: Diego Alves* e Júlio César.

Zagueiros: Lúcio, Alex, Juan e Léo*.

Laterais: Daniel Alves, Marcelo* e Rafinha*.

Volantes: Gilberto Silva, Hernandes*, Josué, Lucas* e Richarlysson.

Meias: Diego*, Júlio Baptista, Kaká e Thiago Neves*.

Atacantes: Alexandre Pato*, Rafael Sobis*, Luís Fabiano e Robinho.

 

* Atletas com idade para as Olimpíadas.

 



Escrito por Gabriel DallAqua às 14:05
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Brasil x Espanha

Cachorro é a mãe

                    A fúria espanhola, não a seleção mas a maneira que os brasileiros lá foram tratados semana passada, gerou uma indisposição diplomática para com o Brasil. Deportados no aeroporto, e sob a alegação de maus tratos por parte dos oficiais espanhóis, os brasileiros voltaram abalados a sua pátria natal.

                Segundo Ricardo Piedró, embaixador espanhol no Brasil, seu país não fez mais que cumprir a legislação da União Européia, como faz com todos os países. Explicou também que o oficial que os chamou de cachorros, estava referindo-se a eles como filhotes, pois trata-se de um falso cognato.

                O Brasil, no sistema toma-lá-da-cá, retribuiu a "gentileza" dos espanhóis e, em ato de retaliação, está exigindo tudo aquilo que até então nunca havia exigido. Pois faz bem o Brasil, que é o segundo país que tem mais passageiros deportados na Espanha, com 2.700 registros em 2007, e 500 de um total de dois mil no mês passado.

                Cachorro é o que este embaixador quer nos passar, tentando explicar as ofensas espanholas, mesmo que fosse o caso do mau uso desta palavra, seria inadmissível o uso da expressão por um agente federal. Capacho não! Parabéns ao Ministério das Relações Exteriores que adotou a postura correta.

 



Escrito por Gabriel DallAqua às 10:00
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Sangue Negro

A volta da conquista do Oeste

               O filme, assim como o outro grande ganhador de Oscars Onde os Fracos Não Tem Vez, relembra os antigos Westerns, mas com muito mais autenticidade. Narrativa lenta, enredo breve, traições, solidão e valores existenciais retomam este tipo de enredo.

               A violência no filme é brutal, tanto a física como a psicológica. Essa violência retrata a própria sociedade americana, e o que ela faz em busca de dinheiro ou do "ouro negro", desapropriando domínios alheios e desrespeitando a cultura do povo local.

                Nos primeiros treze minutos do filme não há uma fala sequer, o que coloca o diretor em uma categoria que uns considerariam cult, e outros considerariam chato, mas o filme é muito bem dirigido por Paul Thomas Anderson, que para mim merecia o prêmio de melhor diretor no lugar dos irmãos Coen. Quem ganhou estatueta pelo filme foi o ator Deniel Day-Lewis, representando Plainview. †

classificação do bico-de-pena:

imagem: www.cinelog.com.br



Escrito por Gabriel DallAqua às 11:16
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