Apaguem o fogo da China
A obra literária "O Homem Cordial" de Sérgio Buarque de Holanda, o pai do Chico, é um tiro na mosca ao retratar o cidadão brasileiro. Nela, com todo caráter naturalista advindo da Semana de Arte Moderna de 1922, Sérgio põe em evidência a cordialidade dos brasileiros, a pacificidade, a melancolia, a falta de revoltas e indignações.
Com esse breve enunciado, quero dizer que se a Tocha Olímpica por aqui passasse seria um obâ-obâ completo. Nós brasileiros nos encheríamos de orgulho e ostentaríamos nosso "pendão da esperança, símbolo augusto da paz", achando que fazemos parte de um conglomerado internacional de países importantes. Besteira!
Os brasileiros falam mal dos argentinos, mas não percebem neles a inconformarão oposta ao "Homem Cordial". Indignação de quem não aceita as coisas de cabeça baixa, um povo que saí para a rua bater panela, mudando o fluxo das políticas do país. Talvez nós gaúchos sejamos o povo mais inconformado da federação, e isso nos faz um pouco diferente do resto do país, do qual também, assim como os argentinos, conseguimos ser rejeitados e achincalhados.
Falo de tudo isso em relação aos protestos contra a invasão chinesa no Tibet, em nome não sei de que porcaria de desculpa que nada pode vir a justificar. Ví um cidadão estado-unidense dizer que não se pode misturar espírito olímpico com política. Essa opinião é normal, vinda de um classe de um cultura dominante, de querer manter os princípios intocados, sem ameaças a ordem global. Pois saiba este cidadão, um negro, que a potência mundial e país sede dos jogos de 36, a Alemanha, usou dos jogos para justificar seus atos genocídas. Pois lembre e orgulhe-se ele também do punho no ar dos Panteras Negras, ostentado no pódio. Pois o mundo e a vida são um só, e não me venha com baboseiras puristas de quem não tem o que reclamar.
Estão certo também os franceses que, assim como os argentinos, sabem protestar. Antes ele incendiavam a rua de Paris, agora querem apagar a malfadada tocha, nem que seja com um extintor como fez um revolucionário. Mesmo que não tenha conseguido empiricamente sua tentativa, ficou em nossas retinas gravados o ícone da intenção, sendo este bem sucedido.
Se a tocha, que foi recriada pelo Der Feurer (Hitler) em 36, passasse em baixo da janela do meu apartamento, não hesitaria em defenestrar um blade d´água em sua direção. Então, cidadão brasileiro cordial, saia debaixo do quentinho das cobertas e faça algo por ti, por tua família, pelo seu povo, pela sua nação ou pelo mundo.†

Os anéis olímpicos Chineses
foto: g1.globo.com
Escrito por Gabriel DallAqua às 10:54
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Morre o herói
Charlton Heston
Com 84 anos morreu em sua casa em Beverly Hills John Charles Carter, o Charlton Heston. Consagrado pelos filmes em que protagonizou papéis de herói, como El Cid e Ben-Hur, o ator atuou em mais de 90 filmes tanto para o cinema quanto para a TV.
No ano de 1998, na minha opinião e na de Michael Moore, cometeu uma mácula em seu currículo pessoal, tornando-se presidente da National Rifle Association (NRA), pois todo cidadão americano deveria ter o direito de ter uma arma de grosso calibre na cabeceira de sua cama.
Heston, ganhador do Oscar em 1959, trabalhou em diversos tipos de filmes posteriormente. Entre seus principais trabalhos estão ainda: O maior espetáculo da Terra, Os Dez Mandamentos, A Marca da Maldade, O Senhor da Guerra, Planeta dos Macacos, Tombstone, até 2003 em que encerrou a carreira com Josef Menguele.†

imagem: www.sfgate.com
Escrito por Gabriel DallAqua às 10:05
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
O Grêmio está fora da competição
Prazer, meu nome é Celso Roth
As semifinais do Campeonato Gaúcho de 2008 estão definidas. Internacional x Caxias e Inter-SM x Juventude são os confrontos, que decidirão os finalistas da competição.
As quartas de finais não tiveram muitas surpresas, mas sim uma única e grande, que foi a desclassificação do Grêmio contra o Juventude. Após desperdiçar uma série de goals e ter deixado de ganhar de goleada o primeiro jogo contra o Ju, o tricolor escapou de um fiasco maior em seu estádio, recuperando um 3x0 para um 3x2.
Burro foi o animal mais homenageado nas arquibancadas do Estádio Olímpico, e não posso dizer que a torcida tricolor estivesse errada. Celso Roth ontem se apresentou ao torcedor gremista, após um início que não lembrava em nada o seu currículo. Como um bom filho a caso torna, Roth voltou as origens de um treinador que vê um futebol diferente de todo mundo.
Alterando o time em cinco posições nos três setores, o técnico tentou se justificar através de lesões, mas o que fez nada pode explicar. Um lateral direito improvisado do lado esquerdo, quando há um canhoto no banco. Paulo Sérgio, coitado, não acerta cruzamentos nem com o pé direito, quanto mais com o esquerdo. Felipe entrou no seu lugar e foi bem, mas não era o jogo para isso. Eduardo Costa é um excelente primeiro volante, e um segundo medíocre, e Roth o botou a jogar de segundo, com o insuficiente Nunes na primeira função. Júnior, que é o melhor segundo volante do time, nem concentrou. Mailson entrou no meio, mudança que alterou o esquema tático do time por completo, isolando Peréa no ataque.
Nunes não tem culpa de ser mau jogador e atuar no Grêmio, a culpa é da direção que o deixa no plantel, e do técnico que o escala. O rapaz é esforçado, faz de tudo para jogar o melhor possível, mas não dá. As limitações são gigantescas. Não culpemos Nunes pelo fracasso tricolor, e sim quem o permite.†

Lauro, o melhor em campo, na final da Copa do Brasil de 99
foto: www.oglobo.com
Escrito por Gabriel DallAqua às 09:59
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|
Meu perfil
BRASIL, Sul, Homem, jornalista DRT 13098 ---bicodepenna@gmail.com
|
|