CPMF novamente?
A lenga-lenga dos impostos brasileiros
O governo na segunda passada fez um tubo de ensaio. Disse que proporia uma "nova" CPMF, através de um aumento de impostos em determinadas categorias de produtos e serviços. Pois bem, vendo a reação adversa da sociedade, ontem voltou atrás e disse que não reeditará o infame imposto.
Já falei um milhão de vezes aqui, não sou contra tributações, mas contra o mau uso do dinheiro público. O problema todo é a multiplicação no pagamento de impostos. O cidadão paga IPTU, para manter a estrutura da cidade, e agora também paga taxa de iluminação pública, que deveria estar incluída no IPTU, sendo que muitas vezes este cidadão não tem iluminação fornecida pela prefeitura na sua rua. O sujeito contribui com o IPVA para ter condições de trafegar nas vias, e daí tem um pedágio em Santo Antônio da Patrulha, para achacar em R$ 6,00 por uma rodovia esburaca em mais da metade do percurso.
A proposta seria sobre cigarros, bebidas e planos de saúde privados, o que seria correto, pois trabalharia com produtos não essenciais a população, e que tem um lucro muito grande, falando dos bens. Em relação ao plano de saúde privado, seria uma forma de quem tem condição de pagar um repassar valores aos que não tem, fazendo uma espécie de justiça social. Se tiver que aumentar arrecadação que seja assim, e não como antes previa a CPMF, mas que se use políticas de aplicação correta dos recursos. Melhor mesmo é continuar como está agora. Precisamos de uma reforma tributária urgente, mas para o bem da população, porque tenho medo que uma reforma só sirva para nos sugar mais.†
Escrito por Gabriel DallAqua às 13:32
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Carlos Minc, a força da natureza
Ministro do Meio Ambiente parece ser o que precisamos
Seguindo a linha de Marina, que também tem aquilo roxo, o novo ministro do meio ambiente, Carlos Minc, mostrou-se muito ousado em suas declarações e firme em suas posições. O que para alguns é petulância para mim é virtude. Ele não tem meias palavras para dizer o que pensa, seja a quem for.
O primeiro a entrar na roda foi o governador do Mato Grosso, Blario Maggi-PPS. Em Paris ainda o ministro disse que se deixarem Maggi, o maior plantador de soja do mundo, estenderia sua plantação até os Andes. Isso foi uma forma de demonstrar que seu principal interesse é preservar o meio ambiente, não sendo relevante o poderio ou importância do que tenha por trás.
Outra declaração de Minc é sobre defender a soberania ambiental do país, realizando políticas de pesquisas genéticas, ou seja, saiam Yankees "esta terra tem dono". Para tanto julga necessária a participação do exército para guarda destes parques ambientais de relevância internacional. "A Amazônia não vai virar carvão".
Minc nesta segunda almoçou com a ex-ministra e senadora Marina, e a tarde participa de reunião com Lula. O ato de passagem de pasta tem exibido que a política ambiental não muda, Marina terá seus projetos continuados, para o bem de todos.†
Escrito por Gabriel DallAqua às 15:53
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